gravidez de risco

Gravidez de risco exige sempre cesária? por Dra. Adriana Monteiro, médica obstetra.

Muitas gestantes com doenças prévias à gravidez, ou mesmo as que as desenvolvem durante a gestação, se perguntam se, vivendo um gravidez de risco, ainda podem ter parto normal.

Segundo o Ministério da Saúde e a OMS, doenças como hipertensão, diabetes, trombofilias, rotura prematura das membranas e trabalho de parto prematuro (com fetos acima de 1.500g) devem ser compensadas durante a gravidez e terem parto apenas antecipado (se compensadas e sem alterações) para cerca de 37 a 39 semanas ou antes, dependendo de cada caso.

E antecipar parto nem sempre quer dizer cesariana marcada!

curso de parto humanizadoNa maioria das vezes, o recomendado seria apenas indução do trabalho de parto por métodos mecânicos e/ou farmacológicos, com vigilância materna e fetal.

A indução do parto é mais uma alternativa para se evitar cesariana, que muitas vezes traz mais problemas que soluções às gestantes. Uma cirurgia em gestantes já de risco aumenta as chances de hemorragia pós-parto, necessidade de transfusão sanguínea, trombose, infecção de ferida operatória e dor. Para o bebê, há maior risco de precisar ir à UTI, risco de infecções, e dificuldades em adaptação à vida extra-uterina.

A indução promove o trabalho de parto, que ajuda o feto a amadurecer os pulmões e seus sistemas endócrinos e neurológicos, com menor probabilidade de precisar ir para a UTI e melhor adaptação à vida fora do ventre materno.

Cada caso deve ser avaliado individualmente!

Converse com seu Obstetra, se informe!

Adriana Monteiro - Obstare - Guia da MaternidadeDra. Adriana Monteiro
Médica Obstetra – CREMEB: 19.685 | TEGO: 004/12
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Gravidez de risco exige sempre cesária?
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