Primeira infância: quando, o que, quanto e como comer!

alimentação na primeira infância

Primeira infância: quando, o que, quanto e como comer! Por Mariana Costa, nutricionista.

É muito difundida a importância da amamentação exclusiva nos seis primeiros meses de vida da criança. Mas e a partir desde período, o que fazer? Vamos falar um pouco sobre quatro questões básicas que cercam nossas mães e os cuidadores:

Quando? A organização mundial da saúde e o ministério da saúde recomendam a oferta de alimentos complementares o leite aos 6 meses de vida da criança. Antes desse período as crianças não possuem desenvolvimento anatômico, fisiológico e motor adequados para consumir outros alimentos. Não ficam sentadas ou não sustentam a cabeça, mantém reflexos orais e não coordenam o processo respiração mastigação e possuem limitações orgânicas próprias da sua idade; imaturidades que dificultam a oferta dos alimentos. Importante: as condutas para crianças que nasceram prematuras ou com algum comprometimento neuromotor são diferentes, e devem ser analisadas caso a caso.

O que? Crianças que não possuem restrições alimentares por doenças, podem consumir quase todos os grupos alimentares na primeira infância. São exceções as oleaginosas (amendoim, castanhas e nozes por exemplo), o mel e os alimentos considerados mais alergênicos. Estes não devem ser consumidos no primeiro ano de vida ou somente com a orientação profissional. Crianças expostas a variedade de alimentos saudáveis nesse período têm maior facilidade de aceitação em idades posteriores. Mas além da exposição, é importante o exemplo da família. Ver que todos ao seu redor consomem um determinado alimento irá instigar a criança a consumi-lo. Ela se sentirá atraída a prová-lo.

Quanto? No primeiro mês da oferta da alimentação complementar, a quantidade de alimentos consumidos poderá variar em um mesmo dia, entre as refeições, e em diferentes dias. As crianças possuem capacidade de regular seu consumo com base nas suas necessidades. Geralmente, elas distribuem no decorrer do dia o volume de alimento a ser consumido, através do seu apetite. Forçar a criança a comer pode comprometer esse autocontrole. É importante para o profissional acompanhar essa oferta e a aceitação, intervindo quando necessário, buscando sempre uma boa relação da criança e da sua família com momento da refeição.

Como? Existem métodos tradicionais e outros novos para a oferta dos alimentos às crianças na primeira infância. O que irá determinar? Melhor perguntar: quem irá determinar? Simples: a criança, ou seja, o seu desenvolvimento. Isto irá ditar o método, o ritmo, a consistência e a textura do alimento a ser oferecido. Mas um regra é fundamental: paciência. Nada de ansiedade. Nada de substituições sem orientação. Considerar o momento da criança é muito importante.

Não se preocupe. Procure um especialista em nutrição, pois qualquer intervenção necessária ocorrerá no momento oportuno!

Mariana CostaMariana Costa
Nutricionista – CRN5: 1942

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